Priscila Belfort, filha de Jovita Belfort e irmã do lutador Victor Belfort desaparece no Rio de Janeiro e sua mãe inicia uma saga em busca de sua filha. Durante anos, Jovita vive com a dor de não saber se sua filha ainda está viva precisando de ajuda ou se morreu sem que a família tenha tido a chance de enterrá-la. 

Nessa rotina, entre muitas idas frustradas ao Instituto Médico Legal para reconhecimento de corpos e telefonemas de falsos sequestros, Jovita entendeu que havia uma mudança básica na política do Rio que poderia tornar a jornada de mães que tiveram seus filhos desaparecidos, como ela, menos sofrida: a criação da primeira delegacia especializada em casos de desaparecimento. 

Cansada de ter que ir na delegacia de homicídios para tratar do caso da sua filha e inspirada nos números de sucesso de Delegacias de Desaparecidos em outros estados do Brasil, Jovita iniciou uma mobilização com a equipe do Meu Rio e o apoio da Ong Rio de Paz. 

Um pouco antes da campanha um outro caso de desaparecimento no Rio de Janeiro ficou mundialmente conhecido: o ajudante de pedreiro, Amarildo de Souza, foi levado por uma viatura da PM pra dentro da UPP da Rocinha, favela onde morava. Depois disso nunca mais foi visto pela família. Até a descoberta de que a própria polícia havia torturado e matado Amarildo, sua esposa e filhos não puderam recorrer a uma delegacia específica para procurar ajuda.

Hoje a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, como foi batizada a primeira delegacia do tipo no Rio, já existe há mais de dois anos graças à força dessa mãe que mostrou que se mobilizar vale a pena!





      
      






                                           








A energia e a disposição de mães como a Jovita inspiram até hoje a equipe do Meu Rio a continuar se organizando por uma cidade mais inclusiva, sustentável e participativa.
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